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Visita ao Inhotim

 Pelo fato de o prédio ser grande e coberto por janelas enormes há um grande contato entre a natureza, um limiar muito tênue entre dentro e fora, trazendo uma dinâmica maior e iluminação natural. O prédio, apesar de apresentar integração com o meio externo por meio do vidro, é bastante setorizado em seu interior. A condução entre as partes da obra é um pouco confusa e desconexa, uma vez que há possibilidade de seguir várias linhas distintas de percurso na galeria ao mesmo tempo que não há uma conexão clara entre os objetos e o espaço em que estão expostos. É relevante citar, no entanto, o percurso até a sala em que é exibida a projeção da performance executada naquele local, já que este caminho é responsável por conferir a sensação de mistério que convida à exploração. Ao mesmo tempo que se insere na paisagem, o prédio também se distoa, uma vez que a estrutura, apesar de dialogar com o espaço, demarca claramente onde ele se estabelece. Além disso, por estar mais afastado da entrada do museu e por estar no meio da mata, o acesso é um pouco dificultado, o que impossibilita o conhecimento de muitos frequentadores.
A partir das discussões antes e após a leitura a respeito dos autores e a descrição das obras, foi possível perceber, em diversos aspectos, a discrepância entre a proposição do autor para a obra e a visão individual acerca dela. Apesar dos pontos principais serem de identificação mais fácil na galeria Tunga, como a caveira e os ossos, aspectos intrínsecos passaram de forma distinta pela percepção individual e a proposta do artista, como os objetos em vidro na mesa, que tinham a intenção de trabalhar as cores mais vibrantes típicas dos países tropicais mas que foram percebidas de outras maneiras pelos integrantes do grupo. Essa percepção distinta dos elementos engloba a intangibilidade, visto que envolve as sensações pessoais bem como a bagagem individual.



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